O Coletivo Antônio Ribas, é a Frente de Organização dos Estudantes Secundaristas da União da Juventude Socialista do Estado de São Paulo.
Recebe esse nome em Homenagem ao Presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas – UPES de 1967, assassinado na Guerrilha do Araguaia na luta contra a ditadura militar e na defesa da democracia e participação dos trabalhadores e da juventude na construção de um Brasil Soberano.
“Uma árvore sem raízes não fica de pé” [ Ponto de Equilibrio]
“A quem possa interessar: vamos em frente!”
Trecho final de uma carta de Guilherme Ribas, escrita na cela do DOPS paulista em 22/09/1968.
Antônio Guilherme Ribeiro Ribas nasceu em 20 de setembro de 1946, em São Paulo, morador do bairro Vila Mariana. Estudante do 3º ano da Escola Estadual Brasílio Machado em 1960, Guilherme começou a atuar no movimento secundarista.
Eleito presidente do grêmio, passou a ter uma ativa atuação junto às escolas da região, incentivando a criação de grêmios onde eles ainda não existiam. Rapidamente, devido às suas inúmeras qualidades, foi indicado para presidência da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES). Isso ocorreu no XV Congresso daquela entidade, realizado no Crusp em junho de 1967.
Lutando e morrendo na Guerrilha do Araguaia
“A ditadura no dia 7 de setembro iria demonstrar sua força, ostentando o seu aparato de repressão que serve para sustentar as classes privilegiadas. O povo não deverá prestigiar esta manifestação dos ‘gorilas’ a serviço do imperialismo americano. Dia 7 de setembro é o dia da Pátria e, portanto, um dia de luta pela liberdade e para isso seria necessária a violência popular”. (Trecho discurso de Ribas contra a ditadura militar).
A Guerrilha do Araguaia foi a resposta da juventude comunista a ditadura militar através da luta armada , protagonizada pelos estudantes. Guilherme morreu na terceira – e última – campanha militar contra os guerrilheiros, iniciada em outubro de 1973.
O relatório de Ângelo Arroyo, um dos comandantes da guerrilha do Araguaia, afirma que ele foi visto pela última vez num combate ocorrido em 29 de novembro de 1973. Segundo o Dossiê do Exército, Guilherme teria morrido em 19 de dezembro de 1973. Ou seja, quase 20 dias depois de ter sido visto pelos seus companheiros.
O corpo do guerrilheiro jamais foi entregue à família nem ao menos foram reveladas as condições de sua morte.
Relembrando o Passado, para construir o Presente!
Um salve socialista!
Por Dandara, Gustavo e Jonathan

